Intimidade

Viver é se revelar. A cada dia nos mostramos para as pessoas à nossa volta e para o mundo. Tudo o que falamos e fazemos e até mesmo o que não dizemos e fazemos indica algo sobre nós, assim, o outro testemunha nossas atitudes e escolhas. Nesse sentido, os relacionamentos são processos reveladores, escancaram o modo de cada um lidar com seu cotidiano, mostram como cada pessoa reage diante dos imprevistos, como encara conquistas, perdas e frustrações, forças e fraquezas, como se comunica, como enxerga a si mesmo, as outras pessoas e seu meio.


Somos seres em relação, assim, buscamos semelhantes, cúmplices, pessoas que promovam certo aconchego, que nos acolham e favoreçam nos sentirmos a vontade, almejamos intimidade. A palavra intimidade indica qualidade do íntimo, do essencial e deriva do latim intimu, se refere ao que está dentro ou que está no interior, transmite a ideia de contato consigo e proximidade com o outro, implica abertura e confiança, permite que deixemos outra pessoa descobrir o que nos emociona, o que nos motiva, nossos desejos, angústias, falhas, até nossos sentimentos mais mesquinhos e nossos sonhos mais ousados.


Contudo, podemos investir energia para esconder do outro como realmente somos, desejar intimidade e evitá-la, sentindo medo da proximidade, impossibilitando ou dificultando a fluidez nos vínculos afetivos, refletindo desesperança e protegendo-nos de uma possível relação mais autêntica, ocultando assim uma necessidade humana primordial. Intimidade é compartilhar, baixar as defesas, deixar de lado nossos fingimentos e nos revelar de forma genuína, é possibilitar uma ampliação na nossa capacidade amorosa e isso pode acontecer em qualquer relação: nas amizades, no relacionamento amoroso e/ou no processo terapêutico. Na psicoterapia, a intimidade é imprescindível, pois envolve confiança, acolhimento e escuta atenta ao paciente, oferece um olhar cuidadoso e possibilita gradativamente transformações.

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