Quando o estresse fala mais alto

  

     

      Vivemos numa sociedade acelerada, cheia de informações, recursos tecnológicos na palma da mão, congestionamentos de trânsito, pressões vindas das mais variadas fontes: dos estudos, do trabalho ou da falta dele, da família, dos relacionamentos profissionais, afetivos, amorosos, da sociedade e de nós mesmos. Tudo isso contribui para gerar tensões causando o famoso e conhecido stress, com tantas pressões podemos nos sentir irritados ou emotivos, não dormir bem, ter esquecimentos e ter aquela sensação de isolamento como se fosse um peixe fora d’água. Diante disso, o corpo se modifica, a respiração e os batimentos cardíacos ficam acelerados, muitas vezes aparece aquele frio na barriga, as pupilas se dilatam, aumentando a eficiência visual, preparando a pessoa para lidar com uma possível ameaça.

     

     Stress é a sensação que temos quando somos desafiados ou estamos sobrecarregados, é um conjunto de reações que o organismo desenvolve numa situação em que exige esforço para adaptação, desencadeia no nosso corpo respostas físicas, mentais e emocionais. O stress tem algumas fases e traz diversas consequências. Dependendo do momento, pode contribuir para mudanças significativas acontecerem e gerar um bem estar futuro, isso acontece quando praticamos um esporte ou quando falamos em público, nessas situações existe uma tensão pontual, que depois de enfrentada pode trazer uma sensação de satisfação. Porém quando a tensão acontece de forma recorrente, como no caso de discussões em casa ou trabalhar demasiadamente, o estresse se torna crônico e pode deixar a pessoa num estado de exaustão, sem conseguir enxergar possibilidades para lidar com os problemas que enfrenta. Em curto prazo, o stress pode ser vantajoso, entretanto quando essa sensação persiste nossa reação não transforma apenas nosso cérebro mas também prejudica nossos órgãos e células do corpo. Com o tempo as chances de se ter um infarto ou derrame aumentam significativamente, além do que, doenças crônicas se tornam uma possibilidade mais próxima. O stress crônico também pode aumentar o apetite, buscando reabastecer nosso estoque de energia, com alimentos e carboidratos. Com o tempo as nossas defesas naturais se tornam debilitadas, nos deixando mais propensos a algumas infecções e desacelerando o processo de cura.

     

      O fato é que nossa vida sempre será permeada por situações estressantes, o que pode fazer diferença é a forma como cada um lida com isso, como reagirá ao estresse. Por isso, é importante cuidar de si mesmo. Separar alguns minutos do dia, ao longo da semana, para fazer o que se gosta, ter um hobby é importante, praticar atividade física também ajuda, o indicado é exercer seu estado de presença, é estimular que você aproveite o aqui agora, sem pensar tanto no passado, nem no futuro. A meditação pode ser uma boa alternativa: sentar-se em silêncio, prestando atenção na sua respiração, no seu corpo, inicialmente durante um minuto e a cada dia você poderá aumentar esses minutos de atenção e silêncio. Quando estamos calmos respiramos devagar, então preste atenção na sua respiração, quando se sentir ansioso ou acelerado busque respirar com mais tranquilidade, assim você mostrará para si mesmo, para seu corpo que busca calma e contribuirá para desacelerar. Além disso, ocupe-se com atividades que te façam bem, busque ter uma boa qualidade de sono e se a situação estiver muito difícil para lidar busque auxílio profissional.

 

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